Texto antigo, editado, para inaugurar o blog.
Só espero não ter muitos erros de português!
Sejamos bem vindos!
"Na certa, cair na estrada seria a melhor solução. Peguei meu carro - que já estava meio velho, mas que me acompanhara durante todos esses anos - uma bolsa com algumas roupas e umas fitas de músicas antigas, para ouvir enquanto dirigia. Apenas o suficiente pra botar o pé na estrada e só voltar quando eu sentisse que era hora. O dia estava amanhecendo e eu já estava indo para algum lugar que de fato não sabia qual seria, pois tratava apenas de fazer algumas curvas de vez em quando ou entrar em estradas de terra que eu nunca tinha visto antes, evitando ao máximo cair em cidades óbvias e movimentadas, que certamente, só me fariam enlouquecer mais. Só parei de dirigir para almoçar em uma espelunca que ficava à beira da estrada, e, assim que terminei de pagar alguns trocados pela pior comida da minha vida, voltei a dirigir.
Cheguei a um vilarejo por volta das quatro horas da tarde. Algumas poucas casas e uma pensão, onde consegui um quarto para descansar um pouco após tomar um banho. Só acordei de noite, por volta das onze, depois de dormir algumas boas horas. Sentei-me na cama, que ficava em frente a uma grande janela, e fiquei observando a noite estrelada que só se podia ver em cidades do interior. O único som que ouvia, vinha de uma velha senhora cantarolando algumas canções de ninar, que me lembrava minha mãe. Apenas um grilo acompanhava a cantoria. Passei a noite assim, olhando as estrelas, fumando alguns cigarros e ouvindo canções que pensei que nunca mais iria ouvir."
Carlos Gante
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